knitr::opts_chunk$set(collapse = TRUE, comment = "#>", eval = FALSE)
Antes de conseguir qualquer resposta do rsei, é preciso que o órgão gestor
da sua instalação do SEI (em geral a área de TI, autarquia de tecnologia ou
empresa de informática do governo) habilite o consumo dos Web Services para o
seu sistema. Esta vignette descreve o que pedir e quais dados enviar,
com base no fluxo típico de solicitação. Os valores aqui são fictícios e
genéricos — substitua-os pelos do seu ambiente.
Por que isso é necessário. Os Web Services do SEI são fechados por padrão. O acesso é liberado por sistema (uma sigla cadastrada) e restrito aos endereços de rede previamente autorizados. Sem esse cadastro e a liberação de IP, todas as chamadas falham — independentemente do
rsei.
Cada instalação do SEI é independente: a sigla, a chave, os endpoints e os métodos liberados valem apenas para aquele ambiente.
A área gestora normalmente pede os seguintes itens. Um modelo de mensagem:
Prezados, solicitamos a habilitacao do consumo dos Web Services do SEI para o nosso sistema, nos ambientes de treinamento e producao: 1) Cadastro do Sistema (sigla do "servico") Sigla sugerida: MEU_SISTEMA 2) IP(s) do servidor de integracao (IP de saida do orgao) - <IP publico do servidor que fara as chamadas> - <IP adicional, se houver> (sao os enderecos que precisam ser liberados no firewall) 3) Unidades que serao cadastradas - Todas (ou liste as unidades especificas) 4) Tipos de operacao (metodos a liberar) — ver lista abaixo 5) Tipos de processo - Todos (ou liste os tipos especificos) 6) Tipos de documento - Todos (ou deixar em branco) Faremos os testes primeiro em treinamento e, apos validacao, solicitaremos a migracao para producao.
SiglaSistema)Um identificador curto do seu sistema, definido por você e cadastrado pela
área gestora (ex.: MEU_SISTEMA). É o primeiro parâmetro de toda chamada.
Atenção (privacidade/LGPD). Informe endereços de rede do servidor, não dados pessoais. Evite enviar nomes de usuários, logins de VPN ou qualquer identificador de pessoa física no pedido — eles não são necessários para a liberação e ampliam desnecessariamente o tratamento de dados pessoais. A liberação é por IP de saída do host que fará as chamadas.
Se o seu ambiente sai por um IP dinâmico ou por VPN, alinhe com a equipe de rede uma faixa fixa ou um IP dedicado.
Liste os métodos que pretende usar. Peça apenas o necessário (princípio da minimização). Exemplos comuns:
consultarProcedimento consultarProcedimentoIndividual consultarDocumento listarAndamentos listarUsuarios listarUnidades gerarProcedimento # operacoes de escrita — peca so se for usar incluirDocumento lancarAndamento enviarProcesso definirMarcador
Nem todo método existe em toda instalação: dependendo da configuração do servidor, alguns (p. ex. certas listagens) podem não estar disponíveis. Confirme com a área gestora quais foram efetivamente habilitados.
IdentificacaoServico (chave de acesso)Além da sigla, cada chamada exige uma IdentificacaoServico — a chave de
acesso do serviço, gerada/definida no cadastro do sistema pela área gestora.
Trate-a como segredo:
RSEI_IDENTIFICACAO_SERVICO) ou o keyring
(store_sei_credentials()).O manual do SEI menciona um modo legado baseado em "Endereço" que será descontinuado. Prefira já solicitar a Chave de Acesso para evitar retrabalho.
Peça à área gestora a URL do Web Service de cada ambiente. O formato costuma ser:
https://<host-do-seu-sei>/sei/ws/SeiWS.php # SEI principal https://<host-do-seu-sei>/sip/ws/... # SIP (permissoes)
Use treinamento/homologação para validar tudo — sobretudo as operações de escrita — antes de tocar em produção.
rsei com o que foi liberadoCom a sigla, a chave e a URL em mãos:
library(rsei) # Guarde a sigla e a chave fora do código (keyring); faça isso uma vez por máquina. store_sei_credentials( service_name = "SEI_WS", username = "MEU_SISTEMA", # sigla do sistema (SiglaSistema) password = "SUA_CHAVE_DE_ACESSO" # chave de acesso (IdentificacaoServico) ) # Recupere as credenciais guardadas quando precisar montar a configuração. creds <- get_sei_credentials("SEI_WS") cfg <- sei_config( sei_url = "https://sei.exemplo.gov.br/sei/ws/SeiWS.php", sigla_sistema = creds$username, identificacao_servico = creds$password ) # Teste rápido: uma listagem leve confirma sigla + chave + liberação de IP. listar_unidades(cfg)
Se a chamada retornar dados, o trio sigla + chave + IP liberado está correto. Erros comuns:
Os processos e documentos do SEI frequentemente contêm dados pessoais e
até dados sensíveis. Ao automatizar consultas com o rsei:
tibble retornados podem conter nomes,
e-mails e teores de documentos. Trate-os como dados pessoais — controle
acesso, evite cópias desnecessárias e não os publique.NivelAcessoGlobal
(público/restrito/sigiloso) indica a classificação do processo no SEI.
Não use o Web Service para contornar restrições de acesso.Documente a base legal e a finalidade do tratamento junto à área de privacidade/encarregado (DPO) do seu órgão antes de colocar a integração em produção.
Any scripts or data that you put into this service are public.
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